Resumo:

O mundo occidental atual, banhado de opulência toma consciência há alguns anos da importância da alimentação para a saúde. Nós comemos muito, muitas vezes e muito mal. Tal costume é prejudicial ao bom funcionamento do organism.
Atualmente, todos sabem que certos alimentos são tóxicos se forem consumidos em excesso: como as carnes, os açúcares e o álcool. Sabemos também que é imprescindível comer frutas, legumes e peixes se quisermos lutar contra a diabete, a hipercolesteremia, os cânceres, etc…Mas isto não é tudo.
             Hoje estamos testemunhando, à nível planetário, um fenômeno que não é tão falado quanto deveria: o aumento impressionante das alergias e das hipersensiblidades alimentares nos adultos mas também nas crianças.
            Na França, estimamos que 15% das crianças apresentam hipersensiblidades alimentares. Estas hipersensiblidades podem se manifestar por alergias com sinais bem conhecidos, tais como: urticarial, rinite, conjuntivite, diarréia, problemas respiratórios, as vezes edemas da face, que podem ser mais ou menos graves. Nestes casos, os diagnóstico repousa no interrogatório e na realização de testes cutaneous chamados Prick-testes, cuja interpretação não gera dificuldades.
            Normalmente o diagnóstico é fácil de ser feito. Porém em numerosos casos, a hipersensibilidade alimentar se manifesta por sinais menos evocadores: fadiga, problemas escolares na criança, problemas de sono, depressão nervosa, perda de cabelo, eczema, colites hemorrágicas e sobretudo doenças crônicas tais como as doenças reumatológicas, neurológicas, etc…Nestes casos nem o interrogatório, nem os prick-testes podem ajudar o medico a encontrar os alimentos causadores.
            Em casos de hipersensibilidades, a medicina convencional está desarmada.

Em seu novo livro, publicado recentemente em língua portuguesa, o médico francês, Dr. Raphaël Nogier, descreve um novo teste simples para avaliar a sensiblidade alimentar de cada um. Este teste, baseado nos trabalhos de Paul Nogier, o pai de Raphaël, chama-se RAFT – Radial Artery Food Test, e não precisa de nenhum material sofisticado. Trata-se de estudar a reação do pulso radial sempre quando apresentarmos ao organismo o alimento a ser testado. Sempre pegando o pulso do seu paciente, o pesquisador vai colocar sobre o tórax do paciente uma pequena câmara transparente chamada de anel-teste, dentro da qual contém o alimento que deverá ser estudado. O dispositivo é feito de tal maneira que a luz possa passer através do alimento e se encarregar de uma informação espectral.
            Normalmente o pulso radial continua estável se o alimento é bem tolerado pelo organismo. Por outro lado, se existe uma hipersensibilidade, o pulso radial vai se deformer e tornar-se distante. Se compararmos a artéria radial à um pneu de bicicleta, parece que a artéria se esvazia e se torna fraca e menos inflada sempre que existir uma hipersensibilidade.
            Podemos com esta técnica apreciar o grau de hipersensibilidade e medir o tempo de perturbação do pulso após retirar o anel-teste.
A técnica do RAFT é muito precisa e necessita uma aprendizagem clínica. Esta nova técnica abre as perspectivas apaixonantes para o tratamento de certas doenças crônicas pois basta as vezes retirar um ou dois alimentos em certos pacientes para ver desaparecer os sinais que perduravam há anos.

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