Resumo:

A Auriculoterapia repousa sobre a existência de pontos reflexos na orelha. Os Chineses haviam descrito alguns raros pontos na orelha e foi à Paul Nogier que devemos a sistematização do conceito de Auriculoterapia. Cada parte do corpo tem um ponto que a corresponde na orelha e existe uma cartografia precisa destes pontos. Contrariamente aos pontos de acupuntura sistêmica, os pontos da orelha não são detectáveis a não ser que a parte correspondente do corpo esteja patológica. Paul Nogier, nos anos cinquenta, trabalhou num primeiro momento com a pesquisa de pontos dolorosos. Em um segundo tempo, seguindo o trabalho de Niboyet publicado em 1963, ele optou pela pesquisa dos pontos da orelha através de medidas de menor resistividade. Paul Nogier assim como seus alunos, sempre pensaram que os pontos auriculares patológicos eram tanto dolorosos quanto eletricamente perturbados subentendendo que a detecção dos pontos poderia ser efetuada indiferentemente pela pesquisa dolorosa ou pela detecção elétrica. Neste trabalho, o autor busca saber se existe uma relação evidente entre os pontos de menor resistência elétrica cutânea (REC) e pontos dolorosos. Em 24 pacientes, ele pesquisa no tragus, na concha e no lóbulo os pontos de menor REC e depois, com a ajuda de uma palpador de pressão, ele observa se estes pontos são dolorosos. 207 pontos de menor REC foram estudados. Destes 207 pontos, somente 46% foram um pouco, moderadamente ou muito dolorosos. 54% não foram dolorosos. Isto nos deixa supor que os pontos dolorosos não são os mesmos que os de menor resistência elétrica.

Palavras-chave: Auriculoterapia, complexo neuro-vascular, detecção elétrica, palpador à pressão, pontos auriculares, pontos dolorosos, pontos de menor resistência elétrica cutânea, somatotopia auricular.


Introdução:

História
Paul Nogier, inventor e conceitualizador da Auriculoterapia, inicialmente era acupunturista. Ao se interessar pela orelha, ele acreditava ampliar e melhorar o sistema da acupuntura. Seus trabalhos, desde o começo, foram baseados na cultura do yin e do yang. Basta analisar seus primeiros artigos para se dar conta desta influência. O ponto da orelha poderia, segundo ele, ser tratado em tonificação e em sedação (1) (2). Um pouco como se se tratasse de uma válvula que pudéssemos abrir ou fechar segundo nossa vontade de escoar ou parar a “energia” (2). Por isto ele recomendava a utilização de agulhas de ouro ou prata (2), assim como que a puntura do ponto fosse em rotação horário ou anti-horário. A noção dos meridianos, mesmo não expressa, não era estranha à visão dos primórdios da auriculoterapia.


A detecção da dor
Os primeiros passos de Paul Nogier no domínio da auriculoterapia consistiram em buscar a correspondência dos pontos da orelha com zonas corporais. Seguindo sua intuição de iniciante, aquela de uma somatotopia auricular, e partindo do ponto Barrin, que ele sabia corresponder à região lombo-sacral, ele mergulhou na elaboração de uma cartografia precisa da orelha (2)(3).
O método de trabalho utilizado durante muitos anos foi baseado sobre um sistema muito simples. Tratava-se de, com a ajuda de uma ponta de caneta bic montada sobre uma mola, colocar em evidência os pontos auriculares dolorosos (3). Paul Nogier percebeu de fato que uma dor de uma zona corporal fazia aparecer sobre a orelha uma pequena zona dolorosa à pressão.
Assim, Paul Nogier elaborou uma cartografia da orelha em função de seus dados clínicos. Ele encontrou primeiramente a coluna vertebral e os membros sobre a anti-hélice, depois as vísceras na concha. Tanto quanto a pesquisa dos pontos de correspondência dos membros foi simples, a dos pontos correspondentes às vísceras foi difícil. Paul Nogier insistia amplamente sobre o fato que somente lesões viscerais inflamatórias e dolorosas criavam um ponto doloroso auricular (4). Ele salientava que a primeira exigência para que uma doença de órgão fosse utilizável para o estudo de um ponto reflexo auricular é que ela manifestasse uma dor claramente definida (4).


A detecção elétrica
Paul Nogier: desde 1945, após um encontro com o Dr. Ménétrier de Paris, Paul Nogier começa a pesquisar as propriedades elétricas da pele e dos pontos de acupuntura (5). Este assunto, na época, era já objeto de numerosos estudos do médico General Cantoni e sua equipe (6)(16). No início, Paul Nogier se interessou nas medidas dos potenciais da pele pegando como referência um ponto central da fronte. Depois ele aprofundou as medidas de impedância. “Observamos que, durante a mesma medição esta impedância era susceptível de variar, tanto aumentando quanto diminuindo de valor. Esta variação, devido à influência que atravessa o ponto no momento da medição, nos parece ser um indicativo precioso para precisar o caráter Yin ou Yang do ponto”. (6)
Enfim, ele constatou um fenômeno curioso: “Nós pudemos de fato notar que a derme reorganiza a corrente alternada de 50 ciclos e que este efeito de válvula se manifesta tanto no sentido eletrodo-pele, quanto no  sentido pele-eletrodo...Tudo acontece como se o ponto chinês – verdadeiro acumulador de energia – se descarregasse sob a influência da corrente alternada”.
“Me parece muito próximo o momento onde poderemos provar de uma maneira clara e sem equívoco que o ponto chinês é regido por leis simples e facilmente observáveis.”(5)
Após um longo caminho, Paul Nogier fez uma apresentação sobre este estudo na Academia de Ciências em 27 de abril de 1959. (7)


Jean Niboyet: é à ele que devemos o fato de ter encontrado a detecção elétrica dos pontos de acupuntura. Na sua tese de doutorado (doctorat ès sciences), após um longo trabalho rigoroso no qual também participou o Dr. Jean Borsarello, ele traz uma nova pedra ao edifício da acupuntura (8). Veja a conclusão do seu trabalho em 1963:
Existe sob a pele pontos de menor resistência elétrica; estes pontos são independentes de secreções da pele pois é possível colocá-los em evidência após ter cuidadosamente limpado a pele com uma mistura de álcool, éter e acetona. Estes pontos foram descritos pelos chineses como pontos de acupuntura.
A descoberta de Niboyet modificou a prática da acupuntura mas também a da auriculoterapia. Após este trabalho, Paul Nogier de fato, adota imediatamente a pesquisa da menor resistência elétrica para explorar a orelha.
Em 1969, no seu famoso Tratado de Auriculoterapia, Paul Nogier aflora o assunto sobre os pontos de auriculoterapia (3):
“Nestas condições, a constatação mais importante que podemos fazer após anos de estudos, é que existem muitos tipos de pontos que tem propriedades físicas, e talvez fisiológicas, diferentes. Cada um destes pontos pode, em certas condições, serem identificados, mas nenhum dos três procedimentos de detecção que nós temos descritos (*) e considerado isoladamente são capazes de descobrir todos os pontos”. (...) À propósito da detecção eletrônica “O sigmascope, como todos os detectores elétricos, não pode detectar além do que uma parte dos pontos doentes, somente aqueles cuja resistência é muito fraca... A detecção eletrônica deve se confirmar por uma exploração dolorosa para conhecer a natureza do ponto”.
(*) os 3 procedimentos citados são: pesquisa da dor por pressão, pesquisa da menor REC, pesquisa pelo RAC


Os pontos de órgãos e os pontos mestres. Paul Nogier (1977)
Em 1977, no livro “Introdução Prática à Auriculoterapia” (Traduzido Noções Práticas de Auriculoterapia, Org. Andrei Ed.), Paul Nogier quis simplificar seu método. Ele descreve trinta pontos que ele divide em dois (1)(5): A) quinze pontos de órgãos: ponto do olho, maxilar, ombro, gônadas, joelho etc. B) Quinze pontos mestres: ponto mestre da alergia, ponto mestre zero, ponto mestre síntese etc. Sem dar grandes detalhes, ele aborda a pesquisa destes pontos pela dor com um detector de 250 gramas/mm2 e a detecção elétrica com o Agiscop. “A detecção dos pontos consiste em pesquisar os pontos sensíveis à pressão”. “Os pontos doentes na orelha possuem características elétricas susceptíveis de serem colocadas em evidência por detectores”. Neste livro, não mais que em outros vindos depois, Paul Nogier não estabelece um distinção clara entre pontos dolorosos e pontos eletricamente detectáveis.


Os trabalhos de Claudie Terral
Desde 1974, Claudie Terral estuda os pontos de analgesia da acupuntura e sua maneira de serem detectados (9). Foi ela que mostrou que o ponto de acupuntura é emissor de corrente elétrica. Seu trabalho é interessante no sentido que ela faz a ligação entre pontos detectados eletricamente, ponto de analgesia, e transferência sérica de analgesia de um coelho para outro. Os pontos estudados são os CNV. Em seu trabalho, Claudie Terral não aborda a distinção entre pontos dolorosos e pontos de menor REC.


Os trabalhos de Jean Bossy (1975)
Jean Bossy é um daqueles que descreveram as vias neurológicas da Auriculoterapia (10) (11). Ele descreveu, na substância reticular do tronco cerebral, uma convergência de fibras provenientes do feixe espino-talâmico de uma parte e de fibras provenientes da orelha de outra. Uma estimulação nociceptivas sobre o pé dispara um influxo espino-talâmico, repercutindo sobre a substância reticular que está ligada à inervação auricular. Nesta explicação de Jean Bossy não existe nenhuma estrutura histológica particular. A auriculoterapia é explicada simplesmente pelos efeitos neurológicos de convergência.


As fases de Paul Nogier (1981)
Paul Nogier em 1981 descreveu três fases na orelha representando três somatotopias (12): feto – cabeça abaixo, homem em pé, homem deitado. Esta nova concepção da orelha, compreendida unicamente por aqueles que conheciam o pulso na pesquisa do RAC perturba profundamente muitos auriculoterapeutas fisiologistas.


Os trabalhos de Odile Auziech (1985)
Pertencente à equipe de Montpellier dirigida pelo Professor Pierre Rabischong, Odile Auziech publica um trabalho em 1985 sobre histologia dos pontos de acupuntura e de auriculoterapia (13). Partindo dos trabalhos de Niboyet, ela localiza os pontos de menor resistência elétrica cutânea em coelhos e, após biópsia, os estuda em microscopia ótica. Ela descobriu uma nova estrutura que denomina de “Complexo Neuro Vascular”(CNV), compostos de uma arteríola, de uma vênula, de uma linfático e de um pequeno nervo. A conformidade particular dos elementos de CNV e, em particular as diminutas paredes arteriais e veniculares nestes locais deixaram supor uma atividade particular destas estruturas. A equipe de Montpellier evoca a participação dos CNV na termorregulação do organismo.


Após 1985
Os trabalhos de Odile Auziech modificaram a compreensão da reflexoterapia auricular. Tornou-se impossível passar desapercebido o CNV, que modificou toda a noção sobre o sistema auricular.
Certos trabalhos trouxeram elementos complementares. Os de Michel Marignan sobre a termografia da orelha no CNRS de Marselha permitiram abordar o problema da orelha sobre um outro ângulo (14). O comportamento térmico da orelha é paradoxal. Se estimularmos o braço com calor, veremos aparecer na orelha zonas que baixam a temperatura e uma única zona que aumenta a temperatura, enquanto que a parada da estimulação quente inverte o equilíbrio térmico destas zonas (1996). Estes trabalhos traduzem provavelmente o reflexo de uma atividade particular dos complexos neuro-vasculares nas variações térmicas dos órgãos. A orelha intervém então na termorregulação dos órgãos.


Objetivo do estudo
O estudo proposto tem essencialmente por meta saber se os pontos de menor resistência elétrica cutânea são dolorosos ou não à pressão. Isto permitirá saber se estes pontos são ligados ou se não existe na orelha dois tipos de pontos: os pontos dolorosos e os pontos de menor REC. Certos autores já evocaram esta possibilidade (17) (18) (19).


Material e método
Material: detector de pontos tipo AGISCOP D (Sedatelec) – este aparelho utiliza uma única detecção diferencial pelo captor bi-eletrodo. E palpador de pressão (Sedatelec) – azul 250 gramas/mm2.
População: 24 pacientes que se apresentaram por acaso para consulta foram examinados. 19 mulheres, 5 homens. Idade média: 52 anos.


Método:
Primeiro momento: em cada paciente foi feita exploração elétrica minuciosa das zonas do tragus, da concha e do lóbulo; orelhas direita e esquerda com a ajuda do Agiscop (Sedatelec) ajustado em 2,5 (sensibilidade média do aparelho).
Segundo momento: com a ajuda do palpador de pressão azul, pesquisa de uma dor sobre os pontos encontrados eletricamente. Esta pesquisa foi efetuada pressionando o palpador até o fundo sem ir mais longe do que o fim da mola e isto foi repetido duas vezes seguidas.
Foi solicitado aos pacientes de avaliar sua dor em uma escala de 0 à 6, sendo: 0 - sem dor, 1- ligeira sensibilidade sem que seja uma dor propriamente, 2 – ligeira dor, 3 ou mais: dor.


Resultados
Dos 24 pacientes examinados encontramos, graças à detecção elétrica:
No total: 207 pontos, ou seja, em média 8,5 pontos por paciente. Os pontos estavam em média repartidos de maneira equilibrada entre a orelha direita e esquerda, sendo 105 sobre a orelha esquerda e 102 sobre a orelha direita. Seguido à nosso exame com o palpador de pressão encontramos:
Pontos sensíveis 0/6: 82 sendo 39,6%
Pontos sensíveis 1/6: 30 sendo 14,5%
Pontos sensíveis 2/6: 44 sendo 21%
Pontos sensíveis 3/6: 31 sendo 15%
Pontos sensíveis 4/6: 14 sendo 6%
Pontos sensíveis 5/6: 4 sendo 1,9%
Pontos sensíveis 6/6: 2 sendo 0,9%


Discussão
Neste estudo, 54% dos pontos que foram encontrados pela detecção elétrica na concha, tragus e lóbulo não eram dolorosos à pressão (sensibilidade 0/6 e 1/6). Somente 46% dos pontos eletricamente localizáveis eram um pouco, moderadamente ou muito dolorosos à pressão. Este resultado sub-entende que os pontos auriculares eletricamente detectáveis sobre a concha, o tragus e o lóbulo não parecem ter a mesma natureza que os pontos dolorosos à pressão. Seria interessante olhar se os pontos da zona da anti-hélice reagem da mesma maneira. De fato, a anti-hélice não tem a mesma inervação que o lóbulo, o tragus e a concha (10).


Conclusão
A Auriculoterapia repousa na existência de pontos auriculares. Certos pontos são localizáveis com a ajuda de um palpador à pressão, outros com a ajuda de um detector elétrico. Desde a descoberta da auriculoterapia, estes pontos são frequentemente confundidos.


É então verdadeiro que sobre o pavilhão auricular, vários tipos de pontos coexistem. Certos pontos dependem do sistema cérebro-espinhal e se tornarão dolorosos à pressão quando uma parte do corpo estiver dolorosa, isto acontece por um simples efeito de feixes e de convergências. Os outros pontos, eletricamente detectáveis, intervém na regulação térmica dos órgãos (20). E seriam detectáveis unicamente em caso de variação térmica dos órgãos, ou seja, em casos de problemas funcionais.


A nuance feita sobre a natureza dos pontos é essencial para: afinar e rever as localizações auriculares, pois certos autores trabalharam com a pesquisa de pontos dolorosos, outros com a pesquisa de pontos de menor resistência para elaborar suas cartografias; para elaborar um diagnóstico auricular – um ponto doloroso na orelha traduz uma dor periférica, enquanto que um ponto de menor resistência traduz um problema funcional do órgão correspondente; para ajustar o tratamento dos pontos da orelha.


Bibliografia

  1. NOGIER Paul: Noções Práticas de Auriculoterapia. Org. Andrei Ed. São Paulo. 1998.
  2. NOGIER Paul: La réflexothérapie auriculaire. Aspect actuel de la question. In: Les IVèmes Journées Internationales d’Acupuncture. Clermont Fernand. 1959.
  3. NOGIER Paul: Le traité d’auriculothérapie. Éditions Maisonneuve. 1969.
  4. NOGIER Paul: Les projections viscérales de la conque. In: Actes des VIIèmes Journées d’Acupuncture, d’Auriculothérapie et de médecine manuelle. Page 66. Besançon. 1970.
  5. NOGIER Paul: Est il possible de déterminer le caractère normal ou pathologique d’un point cutané. Exposé de travaux ancien et recentes. In: Actes des IVèmes Journées Internationales d’Acupuncture. Clermont Fernand. 1959.
  6. BORSARELLO Jean: Mes combats pour l’acupuncture. Éditions Albin Michel. 1994.
  7. NOGIER Paul, VALLET Maurice: Communication à l’Académie des Sciences, séance du 27 avril 1959 sur les propriétés électriques de la peau.
  8. NIBOYET J.E.H.: La moindre résistance électrique à l’électricité de surfaces ponctiformes et de trajets cutanés concordants aves les “points” et “méridiens” bases de l’acupuncture. Thèse doctorat ès sciences, Marselha 1963.
  9. TERRAL Claudie: Douleur et acupuncture. Sauramps Médical. 2009.
  10. BOSSY Jean: Bases neurobiologiques des réflexothérapies. Deuxième édition. Masson. 1978.
  11. BOSSY J., PRAT-PRADAL D. TAILLANDIER J.: Les microsystèmes de l’acupuncture. Masson. 1984.
  12. NOGIER Paul: De l’auriculothérapie à l’auriculomédecine. Éditions Maisonneuve. 1981.
  13. AUZIECH Odile: Acupuncture et auriculothérapie. Essai d’analyse histologique de quelques structures cutanées impliquées dans ces deux techniques. Éditions Sauramps Médical. Montpellier. 1985.
  14. MARIGNAN M., BISMUTH W. et Col: Apport de la téléthermographie dynamique du pavillon de l’oreille humaine à la mise en évidence de phénomènes régulatifs localisés de la peau. In: Actes d’Alba direction Y. Rouxeville. Sauramps Médical. 2003.
  15. NOGIER Paul: Points singuliers et points maître du pavillon. Relations géométriques. VIèmes Journées Internationales d’acupuncture. Lyon. 1966.
  16. CANTONI G.: Acupuncture et électrogénèse. In: Actes de VIIèmes Journées d’Acupuncture, d’Auriculothérapie et de médecine manuelle. Pages 339-353. Besançon. 1970.
  17. NOGIER Raphaël: Communication au symposium International de Hamm. 1997.
  18. NOGIER Raphaël: Communication at first International Congresso f the North America Acupuncture and Oriental Medicine. October. 1998.
  19. NOGIER Raphaël: Auriculoterapia ou Acupuntura Auricular – 1o Grau. Org. Andrei Ed. São Paulo. 2003.
  20. RABISCHONG Pierre: Approche compréhensive du rôle de la peau. 5e Symposium d’Auriculothérapie. Lyon 2012. Pages 50 à 56. GLEM.

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